Quando o amor descansa em nós.

Coração acelerado, formigueiro no estômago, 
mãos suadas, dificuldade em respirar.
Nervosismo, ansiedade, suspense.
Parece um diagnóstico de uma doença qualquer mas, 
na verdade, são apenas pseudo sintomas do amor.
Ah, o amor. 

Sempre me disseram que precisava sentir tudo isto quando conhecia alguém que podia ser o meu parceiro no amor. Provavelmente seria alguém com quem me cruzaria no meio da rua ou à saída de uma loja, haveria uma troca de olhares, um sorriso envergonhado e, ups, ali estava ele, amor à primeira vista. Talvez não estejam totalmente errados quando descrevem o amor com tanto cliché, mas hoje sei que o amor é mais que isso.

É mais que a euforia dos primeiros meses, o desejo de estar constantemente com a pessoa, de quase não conseguir dormir, respirar, de sentir o coração a saltar pela garganta. O amor pode chegar com a calma de um furacão, ou com a suavidade da brisa do mar.

Não desvalorizo nenhum tipo de amor, mas hoje falo de um amor diferente. Um amor que chega sem causar qualquer dano, que chega todos os dias um pouco mais. Um amor leve, livre, genuíno, calmo, simples. Sem qualquer tipo de cobrança, sem mentiras, sem segredos.
Um amor onde se converse em vez de discutir, onde se fala sem gritar, sem ofender, onde há apoio em vez de apontar o dedo. Um amor cheio de sentimentos que nos acrescentam, que nos fazem bem, que nos transbordam.


Alguém que nos transborde.

Tu sabes que estás no caminho certo quando perdes o interesse em sair para conhecer outras pessoas, quando respeito e confiança não são qualquer sacrifício para ti, quando tudo o que fazes, é por saberes que é o correto, e não apenas por alguém dizer que o deves fazer.

Tu sabes que encontraste a pessoa certa quando as saídas previamente planeadas passam a ser a tua rotina preferida, quando o outro deixa de ser uma novidade e passa a ser parte de ti, quando sorris só de lembrar do seu sorriso, quando sentes o seu cheiro apenas presente na tua memória, quando o seu abraço é o teu porto seguro, o teu porto de abrigo, de tranquilidade.


Podemos viver muitos tipos de amor: alguns são passageiros, outros platónicos, ilusórios, ou apenas amores que por diversos motivos não eram para resultar. Cada um tem o seu tempo, a sua intensidade. Mas, quando encontrares o tal, tu saberás. 


O amor não é desgastante, não é doloroso. 
O amor cura, faz-nos renascer. 
Sem ódio, sem rancor.
O amor é paz.


Quando o amor descansa em nós.