Paz, gratidão e amor.

“Senti-me realmente amada no dia em que fechei os olhos e
senti a minha paz interior.”

Passamos demasiado tempo a reclamar do que não temos, a ansiar pelo que não chega, a sonhar com o que achamos querer, a repugnar o que dizemos não merecer, e sempre esquecemos do mais importante: agradecer pelo que temos, pelo que vivemos.

Não existe nada de errado em querer mais. É importante ter objetivos, e quando os conseguimos alcançar, desejar mais um pouco. Mas isso não significa ficar obcecados ao ponto de não viver o presente, o agora. Porque, no final, isso é a única coisa que temos como certa, o que nos está a acontecer neste momento.

Já pararam 10 minutos para respirar hoje?

Devem estar a pensar “respirar? que louca, claro que estamos a respirar“.
Não é uma pergunta tão ridícula quanto parece. Acreditem ou não, nem todos sabemos respirar. Falo por mim.

Recentemente comecei a praticar Mindfulness. Inicialmente duvidei dos seus efeitos, mas ao longo do tempo tenho tido resultados incríveis.
Andamos sempre na corrida do dia a dia, fazemos tudo automaticamente e achamos que basta à noite deitar na cama e já está, energias recuperadas.

Errado.

Na maioria das vezes, desvalorizamos muito o nosso bem estar, tanto físico como psicológico, e não somos capazes de perceber que muitas vezes, tudo o que acontece de errado à nossa volta, não é o mundo a conspirar contra nós. Às vezes, é apenas a falta de equilíbrio entre as duas coisas mais importantes na nossa vida: o nosso corpo e a nossa mente.

Quando nos conhecemos, quando conhecemos o nosso íntimo, é bem mais fácil de saber lidar e reagir em determinadas situações.

O problema nem sempre é o problema, mas a forma como reagimos ao mesmo.

Chegará uma altura em que vais sentir essa necessidade, de saber quem és, qual o teu propósito de vida. Não é fácil, mas também não é impossível.
Só precisas de dar tempo ao tempo. Algumas respostas não surgem quando queremos, e muitas vezes trazem consigo ainda mais questões. Só precisas saber escutar a tua voz interior, conseguir respirar fundo, abstrair-te do mundo, e aí sim, saberás o que fazer, para onde ir.

Encontrar a nossa paz é um processo contínuo.
Não permitas que os outros te destruam, não permitas que a sua falta de amor e empatia mudem a tua maneira de ser. Encontra a tua paz interior, o teu equilíbrio, e não permitas, em momento algum, que alguém te tire isso.

Nada é mais importante que tu. E só conseguirás dar e receber amor, quando te amares a ti mesmo. Só poderás ter uma vida feliz ao lado de alguém quando fores feliz sozinho.

Sê grato, agradece por tudo o que a vida te dá, por todos os bons momentos e pelos obstáculos que te fazem crescer, por todas as pessoas que te acrescentam, e por aquelas que te mostraram como não deves ser. Tudo é aprendizagem, tudo contribui para a pessoa incrível que és. Então, em vez de lamentar, aceita, digere da forma que for melhor para ti, e sê feliz, porque não há nada mais gratificante que ser genuinamente feliz.

Tenha paz, seja paz. 🍀

E tu? Como te sentes hoje? #2

Quando os dois primeiros parágrafos deste texto terminarem de ser lidos, uma pessoa terá morrido por suicídio. A cada 40 segundos, alguém no mundo interrompe a própria vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de óbitos auto-provocados é significativamente maior que aqueles causados por homicídio: 800 mil por ano, contra 470 mil. 

A notícia é de Junho de 2018 e é assustadora (deixo link do site no final do texto).

Existem assuntos que necessitam de um enorme cuidado quando são falados, e este é um deles.

São vários os motivos que podem levar alguém a colocar termo à sua vida: bullying, problemas familiares, desgostos amorosos, depressão, traumas emocionais, consumo de álcool e outras substâncias.

É muito fácil relativizar os problemas dos outros, é muito fácil apontar o dedo e dizer “só quer atenção“, “que dramático“. E se todos parássemos cinco minutos para reflectir quantas vezes contribuímos para um desfecho destes? Quantos comentários maldosos fazemos, muitas vezes inconscientemente?

Vivemos numa era completamente digital. Se não estiver na Internet, não aconteceu, se o número de likes não for minimamente aceitável, questiona-se qual será o problema da fotografia. E os comentários, quantas não são as pessoas que se escondem atrás de um ecrã para distribuir ódio gratuitamente?

Para quem não sabe, eu vou contar um segredo: é da natureza humana absorver mais facilmente as críticas do que os elogios. Se é correto? Não. Mas efectivamente, é o que acontece.

Então, todas as vezes que vocês deixam um comentário a alguém insultando a pessoa, quando falam mal do seu cabelo, da roupa, do corpo, o que seja, em algum momento pensaram no que ela iria sentir ao ler a vossa opinião?

Não justifiquem falta de empatia com liberdade de expressão. Se eu não gosto de uma foto, passo à seguinte. Ninguém obriga a colocar like, ninguém obriga a comentar.

A vossa amiga pintou o cabelo e vocês acham que não favorece. Se ela pedir opinião, digam-lhe que, se ela gosta, é o que importa. Não sejam rudes só porque “ah e tal, mas é minha amiga e eu tenho de ser sincero”.
Não.

Não estou a divagar, é nos pequenos pormenores que tudo começa. E que podemos fazer a diferença.

Existem vários termos científicos para caracterizar quem tem pensamentos suicidas. E a maioria não devia ser citado sequer. Porquê?

Conseguem imaginar o impacto que determinados rótulos podem ter em alguém que, por qualquer motivo, está insatisfeito com a sua vida? Como se sentem ao serem “diferenciados”?
Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu mal consigo mesmo!

Suicídio é um assunto sério. Depressão é um assunto sério. Não classifiquem as pessoas como doentes mentais, não lhes coloquem rótulos, não as menosprezem. Ouçam-nas, apoiem-nas, ajudem-nas.

Estamos a falar de vidas humanas, não de um personagem fictício de uma novela, ou de um jogo onde podemos recomeçar quando dá ruim.

É a nossa vida, é a vida de alguém. Não continuem a agir como se estivéssemos num filme, nem a fingir que não se importam com os outros. E mesmo que isso aconteça, guardem essa indiferença para vocês mesmos.

Para todos aqueles que estão numa fase menos boa da sua vida, seja o que for, existe sempre uma saída. Por maior que pareça o problema, por mais difícil que seja encontrar uma solução, às vezes basta termos um pouco de calma, respirar fundo e ver a situação de outra perspetiva. E quando isso não for suficiente, procurem ajuda, não tenham medo, não tenham vergonha. O colo de alguém pode ser o nosso melhor atalho para encontrar a paz que precisamos.

E tu, se alguém procurar o teu colo, não hesites em o dar. Não questiones o porquê, não desvalorizes, nem rejeites.
Apenas ouve, conforta, e mostra que existe um sítio seguro para onde possam voltar.

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/06/24/interna_ciencia_saude,690529/suicidio-e-responsavel-por-800-mil-mortes-anuais-e-avanca-pelos-paises.shtml

Quando o amor descansa em nós.

Coração acelerado, formigueiro no estômago, 
mãos suadas, dificuldade em respirar.
Nervosismo, ansiedade, suspense.
Parece um diagnóstico de uma doença qualquer mas, 
na verdade, são apenas pseudo sintomas do amor.
Ah, o amor. 

Sempre me disseram que precisava sentir tudo isto quando conhecia alguém que podia ser o meu parceiro no amor. Provavelmente seria alguém com quem me cruzaria no meio da rua ou à saída de uma loja, haveria uma troca de olhares, um sorriso envergonhado e, ups, ali estava ele, amor à primeira vista. Talvez não estejam totalmente errados quando descrevem o amor com tanto cliché, mas hoje sei que o amor é mais que isso.

É mais que a euforia dos primeiros meses, o desejo de estar constantemente com a pessoa, de quase não conseguir dormir, respirar, de sentir o coração a saltar pela garganta. O amor pode chegar com a calma de um furacão, ou com a suavidade da brisa do mar.

Não desvalorizo nenhum tipo de amor, mas hoje falo de um amor diferente. Um amor que chega sem causar qualquer dano, que chega todos os dias um pouco mais. Um amor leve, livre, genuíno, calmo, simples. Sem qualquer tipo de cobrança, sem mentiras, sem segredos.
Um amor onde se converse em vez de discutir, onde se fala sem gritar, sem ofender, onde há apoio em vez de apontar o dedo. Um amor cheio de sentimentos que nos acrescentam, que nos fazem bem, que nos transbordam.


Alguém que nos transborde.

Tu sabes que estás no caminho certo quando perdes o interesse em sair para conhecer outras pessoas, quando respeito e confiança não são qualquer sacrifício para ti, quando tudo o que fazes, é por saberes que é o correto, e não apenas por alguém dizer que o deves fazer.

Tu sabes que encontraste a pessoa certa quando as saídas previamente planeadas passam a ser a tua rotina preferida, quando o outro deixa de ser uma novidade e passa a ser parte de ti, quando sorris só de lembrar do seu sorriso, quando sentes o seu cheiro apenas presente na tua memória, quando o seu abraço é o teu porto seguro, o teu porto de abrigo, de tranquilidade.


Podemos viver muitos tipos de amor: alguns são passageiros, outros platónicos, ilusórios, ou apenas amores que por diversos motivos não eram para resultar. Cada um tem o seu tempo, a sua intensidade. Mas, quando encontrares o tal, tu saberás. 


O amor não é desgastante, não é doloroso. 
O amor cura, faz-nos renascer. 
Sem ódio, sem rancor.
O amor é paz.


Quando o amor descansa em nós.